segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tríades


O significado de uma tríade é realmente esclarecer o funcionamento de um modelo para o melhor entendimento de nosso ser. Como os temas relacionados ao nosso estudo de Essência e Consciência e estes estudos iniciaram juntamente com a equipe Mediúnica e Mestre Porteira no dia 05 de maio de 1999, contemplando seu ciclo de entendimento no dia 05 de maio de 2006. Observando-se que o tema foi preparado e trabalhado durante sete anos para o nosso entendimento. Tivemos neste momento a oportunidade de explicar e divulgar aos demais irmãos o que foi a nós dado um presente para a contribuição das pesquisas de Nossa Casa de Oração. Então para chegarmos a nossa meta que é ser médium por excelência fica aqui registrada a divulgação de conceitos para o nosso estudo.

Positivo: é o ponto de partida, o que há de melhor em mim para querer. (VONTADE)
Negativo (Contraposto): é o ponto que normalmente subestimamos de contraposto ou barreira para que a vontade não tenha sua eficácia. (Contraposição).
Nós como seres estruturais corpóreos que somos dentro de nossas dificuldades só teremos méritos se buscarmos o equilíbrio nestes dois pontos. Estão para isto, teremos o conciliador.
Conciliador: Este é a apresentação da ação que podemos exercer para conquistarmos o ápice.
Ápice: é a excelência de nosso objetivo conquistado e almejado. Vencendo nossas barreiras e dificuldades, entrando em contato com o Cosmos e pela retribuição da conquista dos nossos méritos.                                                                 

Lembrando temos:

Eu sou Energia
O que sou Suporte de Energia
Serei Estrutura da Energia
O que desejo ser Manipulador de Energia.

Então com estes quatro itens podemos esclarecer a frase:
“Eu Sou o que Desejo SER”

Diante disto é necessário observarmos que existem para o nosso entendimento a ligação entre mais 4 itens, os quais são eles:

Energia – UNO
Suporte – INDIVISÍVEL
Estrutura – SEMELHANTE A TUDO
Manipulador – IGUAIS A NADA                                  (MESTRE PORTEIRA)

QUANDO O MUNDO DESPERTOU

Por Octávio Caúmo Serrano

Embora os fenômenos sempre fossem abundantes, havia um total desconhecimento das leis da natureza e as ações do plano divino eram tomadas por sobrenaturais. Tudo muito místico e apavorante. Com a chegada do Espiritismo, iniciado na obra que conhecemos como “O Livro dos Espíritos”, tudo passou a ser natural e analisado pela lógica do pensamento. Evidentemente, dentro das possibilidades de cada um, ainda restritos que somos pelas limitações humanas.

O pouco que já sabemos, contudo, enaltece e explica a assertiva de Jesus que nos orientou dizendo que o conhecimento da verdade seria a libertação. Por isso cientistas do porte de Isaac Newton dizem que “o que sabemos é uma gota e o que ignoramos é um oceano”.

Com a chegada do Espiritismo, apesar das limitações que nos impedem a sua total compreensão, sabemos, ao menos, que Deus não comete injustiças e que ninguém no solo do planeta está pagando dívidas que não contraiu. Cada um deve ressarcir a lei individualmente, para quitar suas contas passadas e incorporá-las como experiência de aprendizado, a verdadeira sabedoria que o homem conquista e que quase nunca pode ser obtida nos bancos acadêmicos. Esses dão a informação, o conhecimento, mas não a sapiência, porque ela é produto da experimentação pessoal e cada um deve buscá-la por si próprio.

Com as revelações espíritas, o pânico da morte foi amenizado, embora ainda não estejamos em condições de compreendê-la por inteiro. Mas a morte, como perda do bem mais precioso – a vida – e a separação definitiva daqueles a quem amamos, já é crença do passado. A morte espírita é o prêmio que recebemos por cumprir a pena que nos competia no vale das aflições purificadoras neste purgatório da encarnação. É o final da pena da clausura que nos dá direito à liberdade. Numa expressão comum, é a volta para casa depois de perigosa viagem ao covil dos habitantes dos mundos atrasados.

Com a chegada do Espiritismo, passamos a ser o primeiro herdeiro de nossa herança, o primeiro médico para a nossa doença e o primeiro doutrinador para as nossas perturbações espirituais. A função do Espiritismo, basicamente, é o combate ao materialismo, para que possamos produzir com os bens da Terra os tesouros do céu, aquele que o ladrão não rouba. O nosso real acervo e a nossa verdadeira propriedade, conforme consta do capítulo XVI, item 9 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Com a chegada do Espiritismo, riqueza e pobreza, inteligência e idiotia, beleza e fealdade passaram a ser simples consequências de encarnações que já vivemos, nas quais fomos descuidados quanto ao que nos competia no progresso individual e também no coletivo. Como herança do passado, vivemos o presente. Tomara tenhamos cuidado para fazer do presente um mais agradável futuro.

Ao aprender que somos um espírito eterno que nada pode destruir, e que todo o conhecimento que acumulamos é patrimônio inalienável e jamais nos será tirado, seja qual for o regime de governo, a luta vale mais a pena e deve ir até o último dia de vida na matéria, independente dos obstáculos a serem vividos. Se conseguirmos adquirir uma virtude nesta encarnação, por exemplo, a paciência, seremos criaturas pacientes por toda a eternidade.

A confirmação do que dizemos está na questão 894 de “O Livro dos Espíritos”. Quando indagaram dos superiores: “As pessoas que fazem o bem espontaneamente, sem que tenham de lutar contra nenhum sentimento contrário, têm o mesmo mérito que as que têm de lutar contra sua própria natureza e superá-la?, a resposta foi que “Só não precisam lutar os que já progrediram; lutaram anteriormente e triunfaram. Por isso os bons sentimentos não lhes custam nenhum esforço e suas ações parecem tão simples; para eles, o bem se tornou um hábito. Portanto, deve-se honrá-los como a velhos guerreiros que conquistaram suas graduações”.

“Como vocês ainda estão longe da perfeição, esses exemplos os assustam pelo contraste e tanto mais admiram quanto mais raros são. No entanto, saibam que nos mundos mais adiantados que o seu o que entre vocês é exceção lá é regra. Nos mundos adiantados, o sentimento do bem se encontra por toda parte, de maneira espontânea, porque são mundos habitados apenas por Espíritos bons e uma única má intenção seria uma monstruosa exceção. Esta é a razão porque lá os homens são felizes. E assim será a Terra quando a humanidade for transformada e quando compreender e praticar a caridade em sua verdadeira acepção.”

Aprendemos que nossos erros são nosso carrasco e nossos acertos o nosso advogado no dia do julgamento final, independente das alegrias ou problemas que nos causem já nesta mesma encarnação. Para quem não acredita na continuidade da vida e na necessidade da volta reparatória pelo verdadeiro perdão de Deus que é a reencarnação, o caminho é mais penoso, embora todos um dia compreenderão essas verdades porque têm no íntimo de sua alma a centelha que os identifica como filhos do Criador. Para nós, todavia, o caminho pode ser mais suave se além de crermos nos decidirmos a viver de acordo com o que já conhecemos.

18 de abril de 1857, data da proclamação da independência da humanidade. Ninguém mais está preso a algo que não queira, a menos que insista em sofrer apesar de toda a liberdade que tem para ser feliz. O missionário francês que fez a ligação entre Deus e os homens, com a intermediação dos Espíritos Superiores, num gesto de humildade usou o pseudônimo Allan Kardec para assinar “O Livro dos Espíritos”, esta extraordinária obra que é a carta de alforria para todas as criaturas. Que Deus o abençoe e o recompense.

Publicado em Abril de 2010
Revista RIE – Revista Internacional de Espiritismo
 

MANTRAS PARA O SEU DIA




Mantra



Recitação e mantras originaram-se no hinduísmo e são técnicas
fundamentais praticadas até
os dias de hoje. Muito do chamado Mantra Yoga, é realizado através de “Japa”
(recitação de fórmulas, usando-se ou não o ‘rosário hindu’ = ‘japa mala’).
Diz-se que os mantras, através de seus significados, sons e harmonia melódica,
auxíliam o sadhaka (o praticante) na obtenção de concentração durante a
meditação. Eles também são utilizados como uma expressão de amor à deidade, uma
outra faceta do Bhakti Yoga, necessária para a compreensão de Murti.
Frequentemente, também, os mantras são utilizados para se obter coragem em
momentos dificeis e auxílio, ou para ‘invocar’ a força espiritual interior.
Segundo a tradição, as ultimas palavras de Mahatma Gandhi enquanto morria foram
um mantra ao Senhor Rama: “Hey Ram!” - uma invocação a Deus, e acredita-se que
assim ele pôde transpor com tranquilidade e definitivamente os “véus de Maya”
(mundo físico ilusório) para encontrar seu “Bem Amado Cósmico”; Deus.
Provavelmente o mais representativo de todos os mantras hindus é o famoso
“Gayatri Mantra”:
“Aum! bhurbhuvasvah yam bhargo devasya dhimahi dhiyo yo
naha pracodayat” que significa, literalmente:
“Om! Terra, Universo, Galáxias
(invocação aos três mundos). “Que nós alcancemos a excelente glória de Savitr
(Deus).Que ele estimule os nossos pensamentos/meditações.
O mantra Gayatri é
considerado o mais universal de todos os mantras hindus, e invoca o universal
Brahman como um princípio de conhecimento e iluminação do Sol primordial, mas
somente em seu aspecto feminino. Muitos hindus, até os dias de hoje, seguindo
uma tradição que permanece viva por pelo menos 5.000 anos, o recitam enquanto
realizam abluções matinais às margens de um rio sagrado (especialmente o
Ganges). Conhecido como um mantra sagrado, é reverenciado como a forma mais
condensada do Conhecimento Divino (Veda). É governado pelo principio, Ma (Mãe)
Gayatri, também conhecido como Veda Mata (ou ‘Mãe dos Vedas’) e está intimamente
associado à deusa do aprendizado e da iluminação, Saraswati.O maior objetivo da
religião Védica é alcançar “Moksha”, a Liberação, através da constante dedicação
a “Satya” (’Verdade’) e uma eventual realização de “Atman” (’Alma Universal’).
Não importa se atingido através de meditação ou puro Amor, este objetivo
universal seria alcançado por todos. Deve ser observado que o hinduísmo é uma fé
prática, que deve ser incorporada em cada aspecto da vida. Acredita igualmente
no temporal e no infinito, e somente encoraja perspectivas destes principios. Os
grandes “rishis” (homens santos) são também denominados como “samsaric” (aquele
que vive no Samsara, o plano temporal ou terrestre). Os que conquistam um
honesto e amável meio de “vidadharmic” é um “jivanmukta” (’alma vivente
liberta’).
As verdades fundamentais do Hinduísmo são melhores compreendidas
nos “Upanishadic Dictum”, “Tat Twam Asi” (’Thou Art That’), na última aspiração;
como segue:
“Aum Asato ma sad gamaya, tamaso ma jyotir gamaya, mrityor ma
aamritaam gamaya” = “Om, conduza-me da ignorância para a verdade, das trevas
para a luz, da morte para a imortalidade.”
Escrituras Sagradas do
HinduísmoMuito da morfologia e filosofia lingüística inerente ao aprendizado do
sânscrito está associada ao estudo dos Vedas e outros relevantes textos hindus,
que apresentam diversos níveis de leitura: físico, material, sutil e
supranatural. Engloba também vários níveis de interpretação e compreensão. As
escrituras hindus são divididas em duas categorias:
1 - “Shruti” - aquela
que se escuta - oral - “Revelação”.2 - “Smriti” - aquela que se recorda -
escrita - “Tradição” ou “Não Revelação”.
VedasConstituem os textos mais
antigos do hinduísmo e também influenciaram o budismo, o jainismo e o sikhismo.
Os Vedas contêm hinos, encantamentos e rituais da Índia antiga. Mesmo tendo
origem mais recente (o mais antigo, o Rig Veda, data de 1.300 - 1.000 aC), eles
figuram, juntamente com o Livro dos Mortos (
abordado aqui)
, o Enuma Elish (idem), o I
Ching e o Avesta, entre os mais antigos textos religiosos existentes. Além de
seu valor espiritual, oferecem uma visão única da vida cotidiana na Índia
antiga. Apesar de a maioria dos hindus provavelmente nunca ter lido os Vedas, a
reverência por essa noção abstrata de conhecimento (Veda significa conhecimento)
está profundamente impregnada no coração daqueles que seguem Veda Dharma.
Existem quatro Vedas:
Rig Veda (’Sabedoria dos Versos’),
Sama Veda
(’Sabedoria dos Cânticos’),
Yajur Veda(’Sabedoria dos Sacrifícios’) e
Atharva Veda (’Sabedoria dos Sacerdotes Atharvan’).
Palavras de
Hridayananda Dasa Goswami “Acharyadeva”, líder da “Sociedade Internacional para
Consciência de Krishna” (ISKCON):
“Os eruditos mundanos nunca conseguiram
achar um começo, ou princípio, para os Vedas. Porque o conhecimento védico
existe sempre, inclusive em outros planetas. Não é algo que pertença a uma
seita, algum país, alguma região ou a algum estágio histórico. Nos mesmos Vedas
está dito que o Senhor Supremo os produziu de Sua própria Respiração. Os Vedas
são então Conhecimento eterno e perfeito. (…) Os Vedas existem por milhões de
anos e foram divididos porque as pessoas, agora, são de menor inteligência. Por
isso, é necessário explicar tudo com mais detalhes. No Veda original havia
instruções como ‘faça sacrifício para Deus, medite em Deus, conheça a Verdade
Absoluta’, mas hoje em dia, essa instrução é insuficiente. Por isso o Veda foi
dividido, junto com outras literaturas complementares, quando foram adicionados
também muitos detalhes e explicações.”
Talvez um dia este espaço volte ao
assunto Vedas. Renderia sem dúvida uma série de postagens bem interessantes.
UpanishadsOs Upanishads são denominados Vedanta porque eles contêm uma
exposição da essência espiritual dos Vedas. A palavra “Vedanta” significa “Fim
dos Vedas”. Entretanto, é importante observar que Upanishads são textos e
Vedanta é filosofia. A palavra Upanishads significa “sentar próximo ou perto”
pois as explicações eram passadas aos estudantes enquanto estes assentavam-se
próximos aos mestres ou gurus.
Os Upanishads, mais precisamente, organizaram
a doutrina védica de auto-realização, Yoga e meditação, karma e reencarnação -
assuntos que não eram abordados diretamente no simbolismo da antiga religião de
Mistérios. Os mais antigos Upanishads são geralmente associados a um Veda em
particular, através da exposição de um “Brahmana” (mestre) ou “Aranyaka”
(’filósofos da floresta’), enquanto os mais recentes não. Formando o coração do
Vedanta, eles contêm a excessiva aerodinâmica de adoração aos deuses védicos e
capturam a essência do “Rig Vedic Dictum” (’A Verdade é Uma’). Eles colocam a
filosofia hindu como separada mas acolhendo uma única e transcendente Força,
imanente e inata na alma de cada ser humano, identificando o micro e macrocosmo
como Um. Podemos dizer que enquanto o hinduísmo primitivo é fundamentado nos
quatro Vedas, o Hinduísmo Clássico, Yoga, Vedanta, Tantra e correntes do Bhakti
foram modelados com base nos Upanishads.
Puranas - SmritiOs Puranas são
considerados “Smriti” - “ensinamentos não escritos”, passados oralmente de uma
geração a outra. Eles são distintos dos Srutis ou ensinamentos escritos
tradicionais. Existem um total de 18 maiores Puranas, todos escritos em forma de
versos. É dito que estes textos foram escritos antes do Ramayana e do
Mahabharata.
Acredita-se que o mais antigo Purana provém de 300 aC e os mais
recentes de 1.300 - 1.400 dC. Apesar de terem sido compostos em diferente
períodos, todos os Puranas parecem ter sido revisados. Isso pode ser notado no
fato de que todos eles comentam que o número de Puranas e 18. Os Puranas variam
muito: o Skanda Purana é o mais longo com 81.000 versos(!), enquanto o Brahma
Purana e o Vamana Purana são os mais curtos com 10.000 versos cada. O número
total de versos em todos os 18 Puranas é 400.000! Saiba um pouco mais clicando aqui.
As Leis de
ManuManu é o legendário primeiro homem, o Adão dos hindus, uma espécie de
semideus. As
leis de Manu
são uma coleção de textos atribuídos a ele. Manu se encarrega
de nos trazer as Leis que são instruções de como um ser-humano deve agir (hu +
manu = aquele que segue as Leis). Ele é considerado o pai da humanidade. A
humanidade anterior degenerou-se, então Brahma ordenou que fossem aniquilados
todos os que estavam sobre o mundo, porque somente se interessavam pelas coisas
mundanas, como intoxicação, sexo ilicito, e toda maldade. Quando Manu foi
banhar-se no rio, ele recebeu as instruções de um peixe, que nada mais era do
que o Senhor Supremo disfarçado (’Matsya-avatara’), dizendo para que Manu
construísse um imenso barco e levasse para dentro dele um casal de cada animal,
os sete sábios, e que tomasse conta dos Vedas, uma vez que iria fazer cair um
dilúvio por sobre todos, e sobrariam apenas Manu e aqueles que ficassem na arca.
Choveu durante 40 dias e 40 noites, e o mundo foi inteiramente coberto pelas
águas da devastação.
Conhece a história de algum lugar? Os historiadores
também! Aí está um fato realmente intrigante, a história bíblica do Dilúvio
presente em outras mitologias antigas - também os escritos babilônicos aludem a
esse acontecimento, e isso leva uma parte considerável dos especialistas a crer
que realmente tenha havido um dilúvio na antiguidade.
Por fim, Manu soltou a
todos os animais numa região chamada Tharim, que fica no norte da Índia, numa
imensa área montanhosa, e ali restabeleceu a humanidade, através de uma série
oblações, conhecidas como Ararati. A região ficou conhecida como “Região das
Oferendas e Oblações” (’Ararati’). E foi das oblações de manteiga a leite surgiu
a primeira mulher, que deu a luz aos filhos que constituíram a atual humanidade.
As chamadas “leis de Manu”, são códigos de conduta conhecidos como
“Manava-Dharma-Sastra”, “Escritos Sobre a Justiça para a Humanidade”. São versos
escritos em sânscrito, na métrica antiga, contendo um compêndio das leis e
costumes que eram seguidos e orientados pelo rei e pelos Brahmanas, os
sacerdotes. Este código foi escrito tendo em vista dar uma orientação para que a
humanidade não se perdesse novamente. O pedido para construir as leis partiu dos
“Sete Sábios” e três importantes discípulos - uma vez que as leis haviam se
perdido e somente Manu poderia trazê-las de volta. Manu aprendeu as leis da
conduta diretamente do Senhor Brahmaa, então se encarregou de ensinar os sábios
como Bhrigu, que pessoalmente aprendeu a métrica e do conteúdo das leis de Manu.
As leis de Manu consistem em 2.684 versos, dispostos em 12 capítulos. No
primeiro capítulo é relatado a criação do mundo; do segundo ao sexto capítulos
destina-se a correta maneira de agir das três castas superiores, bem como se dá
o processo de iniciação na religião brahmínica, contendo os principais
“Samskaras”, ou “Cerimônias da Fé”. “Varna” (’castas’), e “Ashrama” (’posição
espiritual’), são descritos e comentados de modo a esclarecer a sua importância
para que não haja degeneração social nem espiritual do homem. Ali está definida
também a vida de estudante (’brahmacharya’), o tempo de vida que uma pessoa leva
como asceta celibatário sob a orientação do guru ou mestre espiritual e
estudando os Vedas e as escrituras sob a orientação de um brahmana. Fala-se
ainda das obrigação de um chefe de família (’grihasta’) - no qual ingressa
depois de cerca de 12 anos de estudo. Nessa fase aprende como escolher uma
esposa, como deve ser a vida de casado, como deve ser a manutenção da família, a
correta distribuição da riqueza, bem como a responsabilidade de manter o
fogo-sagrado, realizar os sacrifícios aos semideuses e antepassados, realizar os
jejuns, e comemorar as festas santas, exercício da hospitalidade, etc. Também
estão incluídas as restrições e regulações que dizem respeito aos alimentos,
vestimentas, relações conjugais, cerimônias de limpeza. Depois, há a fase de
afastamento da vida familiar, cerca de 24 anos de casado, onde o casal se retira
da vida familiar, até que adote a ordem de Sannyasi, ou de sacerdote renunciado
e itinerante.
O sétimo capitulo diz respeito a responsabilidade e as
obrigações do rei, e da sua condição divina, onde o rei deverá saber distribuir
corretamente o elevado ideal da sua condição. O oitavo capítulo trata do
procedimento civil e criminal das leis, a maneira de julgar e punir, de acordo
com o tipo de assunto ou crime. O nono capítulo trata das leis que incluem o
divórcio, herança, os direito de propriedade, e a devida ocupação legal segundo
cada casta (as quatro fundamentais). O capítulo onze ocupa-se com os tipos de
penalidades para alguém livrar-se das más consequencias do Karma. Por fim, o
último capítulo trata da questão da doutrina do Karma, a questão dos
renascimentos numa escala ascendente ou descendente, de acordo com o mérito ou
demérito da vida presente.
Há a descrição de 14 manus por manvantaras, sendo
os seguintes os nomes dos Manus: (1) Yajna, (2) Vibhu, (3) Satyasena, (4) Hari,
(5) Vaikuntha, (6) Ajita, (7) Vamana, (8) Sarvabhauma, (9) Rsabha, (10)
Visvaksena, (11) Dharmasetu, (12) Sudhama, (13) Yogesvara and (14) Brhadbhanu.
Informações mais aprofundadas sobre os Manusaqui.
Mantra e a limpeza da AuraOs mantras (ou sons) que descrevo a seguir,
servirão para libertar todos os vínculos kármicos do seu corpo e da aura. Este
exercício pode ser feito todos os dias, pela manhã ou à noite, antes de
deitar-se. Faça-o durante vinte e um dias, procurando, durante esse tempo,
incluir pelo menos uma fruta em suas refeições.
Antes de começar o
exercício, tome uma ducha ou um rápido banho de chuveiro. Sente-se sobre uma
almofada ou um tapete, dobre os pés, que deverão estar encostados em seu bumbum.
Feche os olhos. Coloque a ponta da língua no céu da boca, encolha o abdômen,
aperte o queixo contra o peito e respire fundo pelo nariz, mantendo-se assim por
alguns segundos.
Coloque a mão esquerda sobre o coração, e a mão direita,
aberta, em frente ao primeiro chackra (órgão sexual), conservando-a afastada
dali alguns centímetros. Conservando essa posição, faça o mantra “OM LAM” por
três vezes. Depois faça o mantra (uma vez) “OM VAM” com a mão direita a quatro
dedos abaixo do umbigo, “OM RAM” em cima do umbigo, “OM YAM” no meio do peito,
“OM HAM” na garganta, “OM” sobre os intercílios e “OM” novamente, com a mão
direita sobre a moleira.
Durante todo o exercício, a mão esquerda deve ser
conservada sobre o coração. Faça as entoações mântricas, que vibrarão nos sete
chackras principais, expandindo sua aura, fazendo com que os resíduos kármicos
se dissolvam.
A seqüência será, portanto:
OM LAMOM VANOM RAMOM YAMOM
HAMOMOM
Para sua informação, os tântricos fazem estes mantras cento e oito
vezes por dia, o que não significa que você também deva fazê-los com tanta
freqüência. Para os ocidentais essa quantidade não é aconselhável. Procure fazer
durante 21 dias. Assim, os mantras servirão como um escudo invisível que o
protegerá espiritualmente.
Fontes e bibliografia:http://artedartes.blogspot.com/2007/10/hindusmo-sanatana-dharma-3.htmlSociedade
Internacional Gita (Gita Ashrama);Arquivo Profº J Sarinho;“Hare Krsnas Spiritual
Practice” (site ‘Sampradava Sun Site’);Site Yoga.Pro.Br.

PELA DOR OU PELO AMOR???

Por Eugenio Lara

Todas as vezes que vou fazer palestra em algum centro espírita de orientação cristã, bem religiosa mesmo e me perguntam se eu vim ao Espiritismo pelo amor ou pela dor, não sei bem o que responder. Já me perguntaram isso várias vezes e nunca tenho uma resposta precisa para tal indagação. Ora, somente existem essas duas opções? Por amor significa ser um missionário, alguém que era espírita antes de ser espírita.

Aquele que antes de ser já era, como na anedota do pescado: antes de ser pescada, já era pescada... Antes de se tornar espírita, já trazia em sua bagagem missioneira o rótulo de espírita. Pela dor aplica-se aos renitentes, aos espíritos sofredores, às vítimas da obsessão, da dor física, moral, dos acometidos pelas perdas afetivas e materiais. Algum tipo de perda levou o distinto ao Espiritismo. Mas poderia também levar o dito cujo a alguma igreja cristã, evangélica, católica ou então a algum culto afro-brasileiro. Cada um tem a sua singular história de conversão. Como qualquer movimento social, ainda mais o espírita, de características bem religiosas, existem os chavões, os jargões, as palavras de ordem e orientações que as pessoas seguem sem questionar sua origem e natureza. Essa da dor e do amor é uma delas. Conheço diversos casos de pessoas que se aproximaram do Espiritismo sem que pudessem ser enquadradas nesse esquemão dor/amor. Allan Kardec, por exemplo, que não era espírita e nem poderia, pois ele ainda não havia fundado a Doutrina, interessou-se pelos fenômenos medianímicos movido pelo espírito científico, pela curiosidade de alto nível, bem própria daqueles espíritos de mentalidade arrojada, crítica. Léon Denis tornou-se espírita aos 18 anos após ler O Livro dos Espíritos e ver ali uma série de respostas a questões que ele propunha para si mesmo. Não foi nem a dor nem o amor, foi a razão que o aproximou do Espiritismo, tornando-se o grande continuador da obra do mestre de Lyon. Gabriel Delanne, de família espírita, seguiu as orientações doutrinárias desde cedo. Não foi o colo de Kardec que o tornou espírita, foi a educação espírita de seus pais, Alexandre e Alexandrina, muito amigos do fundador do Espiritismo, a responsável pela sua formação espírita. Eis aí mais duas variáveis: a razão e a educação. Muitos se achegam ao Espiritismo movidos pela desilusão em relação às religiões. Temos aí mais outra opção: a desilusão. Acrescentaria outro fator mais forte ainda do que a desilusão: o desencanto. Do desencanto em relação às religiões, muitos passam a adotar um pensamento ateísta, agnóstico. Conheci alguns ateus que se tornaram espíritas porque viram na concepção kardequiana de Deus uma forma inusitada e diferenciada de se perceber a divindade, sem misticismo, sem nenhum tipo de manifestação exterior. Conheci um que se tornou espírita pela via da promessa. Se fosse atendido em seu pedido, tornar-se-ia espírita. E assim se sucedeu. Um outro tornou-se espírita depois de ver um longa-metragem sobre o médium Chico Xavier. E outro, após assistir ao filme Nosso Lar. Então, onde está o amor? Que dor haveria nessa decisão? Adentra-se no Espiritismo por motivos culturais, filosóficos, existenciais. Os motivos são vários. Não há a conversão mística.

Para ser espírita não é necessário “aceitar Kardec”, como se “aceita Jesus” nas igrejas evangélicas. O Espiritismo é uma questão de convicção. E a convicção não vem de uma hora para outra. Ela é sempre o resultado de um processo “lento”, interno, intelectivo, afetivo. Obviamente que não se trata de algo totalmente racional. A razão é sempre limitada. A intuição nos leva a lugares onde a razão mostra-se tímida, incapaz. Podemos nos aproximar do Espiritismo pela intuição, caminho bastante comum entre pessoas humildes, sem formação acadêmica. A razão não é a única porta para se compreender o Espiritismo. Mas é, sem dúvida, o elemento fundamental no processo de assimilação dos princípios doutrinários. O analfabeto pode se tornar espírita. Allan Kardec deu de cara com muitos deles em suas andanças pela França, no que denominou de Viagem Espírita. O Espiritismo já havia deixado de ser uma doutrina de doutores para se disseminar entre as classes mais humildes, entre os mais simples, sem escolaridade. Essa faceta do Espiritismo é uma de suas maiores virtudes. Mas também pode ser a sua perdição, quando se relega a razão e coloca-se o sentimento como fator primordial de apreensão das ideias espíritas. Nem tanto o mar, nem tanto a terra. Uma coisa é certa: esse binômio dor/amor é extremamente limitado para se definir o processo de compreensão dos princípios espíritas; é limitado para conceituar o ato de se tornar espírita. Allan Kardec costumava dizer que o Espiritismo é uma questão de bom senso. Ora, temos aí mais um elemento que foge daquele binômio esquemático: o bom senso. Seria exagero dizer que podemos nos tornar espíritas por uma questão de bom senso, pelo reto pensar? Não acho que seja uma postura tão arrogante assim. E poderíamos, portanto, afirmar que ser espírita não é uma questão de fé, de conversão, mas simplesmente uma questão de bom senso, sem que nos limitemos ao velho jargão da conversão pela dor ou pelo amor. Eugenio Lara, arquiteto, jornalista e designer gráfico, é fundador e editor do site PENSE - Pensamento Social Espírita [www.viasantos.com/pense], membro-fundador do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita (CPDoc) e autor dos livros em edição digital: Racismo e Espiritismo; Milenarismo e Espiritismo; Amélie Boudet, uma Mulher de Verdade - Ensaio Biográfico; Conceito Espírita de Evolução; Os Quatro Espíritos de Kardec e Os Celtas e o Espiritismo. Fonte: http://www.viasantos.com/pense/arquivo/1312.html

UMBANDA NÃO É ESPIRITISMO...

Por Benedito da Gama Monteiro Origem, conteúdo doutrinário e prática ritual, estabelecem as diferenças fundamentais entre o Espiritismo e Umbanda. Apesar da clareza dessas distinções, isso não deve ser razão impossibilitante para que entre Espíritas e Umbandistas haja respeito mútuo, espírito de compreensão e sensatez, embora essa tolerância não deva resultar em conivência ou omissão. Deolindo Amorim, em seu livro "O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas" (1), conclui, afirmando: "O Espiritismo é uma doutrina que se basta a si mesma, sem empréstimos nem acréscimos artificiais.". A luz dessa precisa orientação, observamos que nem mesmo nos arraiais espíritas essa diferença é feita, especialmente pôr aqueles que não se dão ao trabalho de estudar a Doutrina, sem falar em parte da imprensa leiga que, de propósito ou não, anuncia tudo o que ocorre nas tendas e terreiros, como sendo Espiritismo, disso se beneficiando os opositores sistemáticos da Doutrina Espírita que esperam levar vantagem com a confusão estabelecida. Fala-se em "baixo Espiritismo" e "alto Espiritismo"; em "Espiritismo de mesa" e "Espiritismo de terceiro", etc., como se houvesse mais de um Espiritismo! Quanto a origem, sabemos que Espiritismo, doutrina codificada pôr Allan Kardec, recebida de vários Espíritos Superiores no século passado, caracteriza-se pôr um conjunto de princípios de ordem científica, filosófica e religiosa, que objetiva o progresso espiritual do homem, com a implantação da fraternidade entre todas as criaturas na Terra.(2) A Umbanda se deriva, fundamentalmente, do culto religioso da raça negra da velha África. Os seus princípios doutrinários são realmente frutos do "folclore", dos provérbios, aforismos, das lendas, crenças populares, canções e tradições do negro africano. Com referência ao conteúdo doutrinário, sabemos que o Espiritismo se assenta em postulados científicos, filosóficos e éticos, o que não se dá na Umbanda, que não tem doutrina codificada, embora seus adeptos aceitem a imortalidade da alma, a reencarnação e a lei de ação e reação (carma), como fazem os espíritas (2). Quanto a prática ritual, a umbanda difere, essencialmente, do Espiritismo, porque aquela atua no plano da natureza e este no do pensamento, pois que só o Espírito conta, realmente. Aliás o Espiritismo não tem ritual de nenhuma espécie, pois não admite corpo sacerdotal hierarquizado ou não, cerimônias (batizados, casamentos e quaisquer outras); não se utiliza de fórmulas, invocações, ou promessas de qualquer natureza; repele a adoração de imagens, símbolos, amuletos; rejeita crendices e superstições e não admite pagamento pela prestação de assistência espiritual ou de qualquer auxílio, que conceda aos necessitados. (2) As tentativas para fundamentar a introdução de rituais, incensos, imagens e outros objetos de culto material no meio espírita invocam, sempre, um pressuposto espiritualista, como generalidade, ou fazem apelo à tolerância. Não há, entretanto, razão alguma para tais pretextos, uma vez que o Espiritismo, pelas suas disposições doutrinárias, dispensa completamente qualquer forma de ritual ou peças litúrgicas. (1) Assim sendo, onde houver qualquer manifestação de culto exterior, não existirá a verdadeira prática espírita. Apesar do louvável entusiasmo de alguns espíritas para a comunhão de seitas religiosas no seio da doutrina, a mistura heterogênea sempre sacrifica a pureza íntima da essência! A qualidade de substância espírita reduzir-se-ia pela quantidade da mistura de outros ingredientes religiosos, mas adversos! O Espiritismo, não é doutrina separativista, nem ecletismo religioso à superfície do Espirito imortal! É, principalmente, um movimento de solidariedade fraterna entre todos os homens! Pode ser ecletismo espiritual unindo em espírito todos os credos e religiões, porque, também firma suas doutrinas e postulados na realidade imortal. Mas seria insensato a mistura heterogênea de práticas, dogmas, princípios e composturas devocionais diferentes, entre si, para construir outro movimento espiritualista excêntrico. A missão da Doutrina Espírita, enfim, é libertar o homem e não prendê-lo ainda mais às fórmulas e superstições do mundo carnal transitório. Finalizamos, fazendo nossas, as observações sensatas do Espírito Emmanuel, através do médium Francisco Cândido Xavier, na mensagem "Doutrina Espírita", extraída do livro "Religião dos Espíritos", concitando os Espíritas a zelarem pela doutrina que professam: "... Porque a Doutrina Espírita é em si a liberdade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula. Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento. "Espírita" deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda. "Espírita" deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências. "Espírita" deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo. "Espírita" deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que, pôr isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres. Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos. Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas. (3) Bibliografia: Amorim, Deolindo - "O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas"; 1. Barbosa, Pedro Franco - "Espiritismo Básico"; 2. Xavier, Francisco Cândido - "Religião dos Espíritos", mens. "Doutrina Espírita", pág. 229, 4a edição FEB - Rio de Janeiro - RJ. Artigo publicado em Manaus, no jornal A Crítica de 09.10.1989, no jornal A Crítica de 26.08.1995, no Rio de Janeiro em OReformador (FEB) de Abril de 1996, no Acre, no Jornal Acre Espírita de Junho de 1996. Fonte: Portal Espírito.org.br

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Maria Luiza

ola pessoal voltando a ativa...olha so qual foi o meu motivo...

sábado, 11 de abril de 2009

Almas que se encontram...

ALMAS QUE SE ENCONTRAM

Dizem que para o amor chegar não há dia... Não há hora...E nem momento marcado para acontecer. Ele vem de repente e se instala...No mais sensível dos nossos órgãos... o coração. Começo a acreditar que sim...Mas percebo também que pelo fato deste momento... Não ser determinado pelas pessoas...Quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores... Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada.Quando duas almas se encontram o que realça primeiro...Não é a aparência física, mas a semelhança das almas.Elas se compreendem e sentem falta uma da outra....Se entristecem por não terem se encontrado antes...Afinal tudo poderia ser tão diferente.No entanto sabem que o caminho é este... E que não haverá retorno para as suas pretensões.
É como se elas falassem além das palavras...Entendessem a tristeza do outro, a alegria e o desejo...Mesmo estando em lugares diferentes. Quando almas afins se entrelaçam... Passam a sentir saudade uma da outra...Em um processo contínuo de reaproximação... Até a consumação.Almas que se encontram podem sofrer bastante também,Pois muitas vezes tais encontros acontecem... Em momentos onde não mais podem extravasar...Toda a plenitude do amor...Que carregam, toda a alegria de amar... E de querer compartilhar a vida com o outro, Toda a emoção contida à espera do encontro final.Desejam coisas que se tornam quase impossíveis,Mas que são tão simples de viver.Como ver o pôr-do-sol... Ou de caminhar por uma estrada com lindas árvores... Ver a noite chegar... Ir ao cinema e comer pipocas...
Rir e brincar... Brigar às vezes, Mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial. Amar e amar, muitas vezes...Sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo... Sem que a despedida se faça presente. Porém muitas vezes elas se encontram em um tempo... E em um espaço diferente...Do que suas realidades possam permitir.Mas depois que se encontram... Ficam marcadas ... tatuadas...E ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas...Elas jamais conseguirão se separar...E o mais importante ...Terão de se encontrar em algum lugar.Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas...Porquanto entenderão, por si só, a infinita necessidade... Que têm uma da outra para toda a eternidade.
Daimon Lu

sábado, 21 de março de 2009

Psicografia de Daimon Lu


Seu mais puro significado:... Nas quatro estações é necessário brindarmos a
poesia lúdica de uma bela amizade!!! Tudo parece ser perfeito até o ponto de
sermos alquimistas e transformamos tudo realmente no que é melhor pra nós... As
mensagens mais belas estão na íris dos olhos e isso é pra quem sabe ler as
mesmas... Utilizando a poesia de nossa reverente alma, é que traçamos nosso
destino nos mais variados gostos, cheiros e belezas... Eternos
alquimistas...Isso é pra quem sabe amar, ser poeta, ludibriar a tristeza, e
começar a ver com os olhos da alma!!! É se tornar dono de seu proprio universo
para cada vez mais crescer!!! Daimon LU

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009






UMA VISÃO PARA O NOVO MILÊNIO

Arcanjo Miguel através de Ronna Herman

Mensagem 021 de Agosto de 1999

Vocês estão em
uma grandiosa encruzilhada, amados, à medida que avançam no processo de
purificar e limpar as múltiplas facetas de si mesmos, estão deixando para
trás
as energias que criaram toda a dor, sofrimento e aflição. Recuem por um
momento
e considerem esses últimos meses como um observador – vocês estão
começando a
‘obter a cena’ de que o grandioso plano e a ascensão têm tudo a
ver? Estar
cônscio e no controle são facetas importantes da mestria, e se
vocês trabalharam
de maneira aplicada com as lições que lhes demos, deveriam
sentir-se bem no seu
caminho para reivindicar as muitas dádivas que
trouxeram para a Terra há tantos
eons.Identificamos e gastamos muito tempo
com as muitas facetas negativas da
expressão a fim de ajudá-los a
identificá-las e corrigi-las. Agora é hora de
começar a concentrar-se nos
atributos positivos que vocês desejam fortalecer e
aperfeiçoar. É hora de
identificar e reforçar o que está certo com o seu mundo
ao invés de fazê-lo
com o que está errado. Conforme já lhes dissemos tantas
vezes antes –
naquilo em que concentram a sua atenção é a isso que dão energia,
que
aumenta e fortalece seja lá o que for, positivo ou negativo.
Consequentemente, é hora mais uma vez de fazer um inventário, porque vocês
devem
ter uma imagem mental clara de como querem que o seu mundo do futuro
se
assemelhe. Não é apropriado que vocês se ajustem aos sonhos de outra
pessoa ou
pessoas – é hora de visualizar seu sonho em sua capacidade mais
plena e então
permitir que ele seja concretizado dentro de uma ‘cena de
cinema do futuro para
a humanidade e para a Terra’, por afirmar: “para o bem
mais elevado de
todos”.Vocês definiram claramente como gostariam de estar a
serviço nesses
tempos de mudanças rápidas? Isto deveria estar acima de tudo
em sua visão,
queridos. Pode ser tão simples como tornar-se uma âncora para
o fluxo, em
crescimento constante, da Energia da Força Vital Divina, ou
utilizar a Chama
Violeta da Transformação para envolver e ajudar os demais.
Lembrem-se, há uma
lei universal que estabelece que vocês devem utilizar ou
transmitir os dons da
sabedoria e iluminação que recebem de modo que abram
espaço para receberem mais.
Vocês estão falando a sua verdade e
compartilhando os insights que obtêm através
das suas provas, testes e
experiências? Estão não apenas reivindicando os dons
que o Espírito está
lhes oferecendo, mas utilizando e exercitando aqueles
músculos espirituais
que atrofiaram pela falta de uso? Tais como reconhecer e
escrever acerca dos
insights inspirados ou dos ensinamentos de sabedoria que
surgiram
repentinamente em sua mente – como com a maior parte dos sonhos são
levados
pela corrente, como fumaça, se vocês não os captam e os registram. Estão
desejosos de sair da sua zona de conforto quando solicitados a participar em
algum evento, ou exercitar o que os deixam nervosos ou que esmaga o seu
coração?
O ego é que faz com que hesitem. Não temam cometer erros, meus
amáveis amigos,
ou admitir que não sabem a resposta quando indagados. Isto é
o que os torna
humanos e que faz com que os demais se sintam confortáveis, e
lhes dão a
permissão para praticar e aperfeiçoar suas habilidades
espirituais ao seu redor,
igualmente.Os seus relacionamentos com os outros
mudaram? Podem dizer como estão
fazendo com as pessoas que vocês estão
atraindo – aquelas que lhes refletem seus
conceitos de auto-estima. Isso é
como uma dança – vocês constantemente trocam de
pares e de ritmos – algumas
vezes fluindo e fundindo-se em perfeita harmonia;
todavia, com outros,
parece como se estivessem constantemente fora do compasso,
tropeçando um no
outro ou pisando nos pés. Isso não é errado, melhor ou pior –
apenas
significa que vocês não estão em harmonia mútua. À medida que todos se
harmonizarem cada vez mais com a consciência da unidade, é importante que se
tornem cônscios daqueles com quem não estão em harmonia (sem julgamento) e
aqueles com quem estão, complementando-se e capacitando-se reciprocamente.
Enquanto estiverem no corpo físico, vocês terão relacionamentos que os
desafiarão frequentemente a permanecerem centrados – dramas que concordaram
em
representar com parceiros, amigos e familiares. Todavia, o segredo em
tais
situações é não ficarem presos em sua jornada e em seus quadros de
realidade –
permanecerem centrados, afirmando sua percepção espiritual por
estabelecer
limites e ser exemplo, e por saber que não são responsáveis pelo
crescimento
espiritual de ninguém mais a não ser pelo seu. Não sejam
desviados do seu
caminho, amados. Passem graciosamente através de cada teste
e situação com amor
e compaixão, sob a direção do seu Eu Superior – se vocês
assim fizerem, não
falharão.Também, examinem seus conceitos atuais acerca da
abundância, da saúde e
da sua forma física, seu direito a toda beleza,
generosidade e abundância que a
Terra tem para lhes oferecer – seu direito
inato divino. Após definirem e
reivindicarem todas as facetas do EU (Self) –
acreditar e afirmar que são uma
amorosa e amada CENTELHA DE DEUS, vocês
estão prontos para entrarem no modo de
ABNEGAÇÃO, que significa não se
focalizar mais no pequeno eu, mas no todo. Vocês
sabem, sem dúvida, que as
suas necessidades, desejos e aspirações serão
preenchidas à medida que
avançam para o serviço como um Mestre.Começarão a viver
transpessoalmente,
observando a vida e as circunstâncias a partir de uma
perspectiva de “NÓS”,
e não do “EU” e vendo a cena maior da vida com a percepção
espiritual
expandida – não a “pequena história” do ego. Coloquem-se no centro da
sua
visão e da nova realidade, (identifiquem quem vocês são nessa nova
realidade: características, talentos, habilidades e atributos que descrevam
a
expressão mais elevada de quem vocês são). Sejam ousados e exagerados em
sua
visão à medida que reivindicam a si mesmos como entidade amorosa e
soberana, e
então programem em grandes detalhes como vocês atuarão e
operarão de maneira
multidimensional como co-criador do AMOR, DA PAZ, DA
ALEGRIA E DA
ABUNDÂNCIA.Tomem tempo para contemplar que espécie de
relacionamentos vocês
querem ter com as pessoas em sua vida. Se desejarem
novas relações em sua vida,
coloquem-nas em sua visão – descrevam em grandes
detalhes que espécie de
relacionamentos vocês querem: cônjuge, companheiro
de folguedos, parceiro
comercial, amigos etc. Ponham-nos em sua visão sem
identificá-los, apenas
determinem os tipos e qualidades dos relacionamentos
que vocês desejam e em
seguida deixem que o seu Eu Divino crie o milagre.
Sempre mantenham a sua visão
tão clara e concisa quanto possível. Busquem a
alegria, o amor que cause deleite
e a realização. Digam todo dia: “EU TENHO
O MEU COMPANHEIRO PERFEITO AGORA” (ou
amigo perfeito, ou parceiro etc.). Se
estiverem em um relacionamento no momento
que não seja o seu desejo mais
elevado, concentrem-se nos atributos positivos
daquela pessoa e ainda
afirmem: “EU TENHO O MEU COMPANHEIRO PERFEITO AGORA!”
Eles podem
surpreendê-los e tornarem-se esse companheiro perfeito. Por favor,
saibam
que algumas vezes é apropriado para vocês serem seus próprios
companheiros
perfeitos.Devem tem um conceito bem definido e uma estrutura firme
para
todos os aspectos da sua vida no mundo físico à medida que começarem a
planar multidimensionalmente. Precisam aprender a fluir dentro da estrutura
natural e das orientações do Espírito (ou seguir o seu Destino Divino com
facilidade e graça).Dar-lhes-emos mais orientações para a sua visão no
próximo
mês, mas nos deixem dar-lhes este mantra para utilizarem até nos
reunirmos
novamente:“Eu tenho todos os recursos de que preciso e desejo para
estar
confortável e ajudar-me no cumprimento da minha missão divina. Vivo no
lugar
perfeito para nutrir o meu Espírito e os meus corpos físico, mental e
emocional.
A abundância flui para mim e através de mim à medida que a seguro
levemente em
minhas mãos e permito que ela flua em direção ao mundo para ser
constantemente
reabastecida. Todos os meus desejos, necessidades e vontades
são preenchidos até
mesmo antes que eu me aperceba deles. Meu momento é
perfeito ao tomar decisões e
empreender ações. Sempre escuto e sigo o meu
Espírito em todo empreendimento,
portanto as minhas decisões e ações são
para o bem mais elevado de todos. Trato
com carinho e cuido da nossa Mãe
Terra e ela cuida de mim e me apóia. Irradio
amor e bênçãos para todos e
eles retornam para mim dez vezes mais. Meu mundo
está cheio de amor,
alegria, beleza, paz e conforto, sempre”.Agora, permitam-nos
continuar
nossas instruções acerca do sistema de chackra dentro do seu corpo, os
atributos dos sete raios do seu sistema solar e finalmente a integração
total
das energias dos cinco raios galácticos superiores. Da última vez
examinamos o
SEXTO CHACKRA * O TERCEIRO OLHO e as freqüências da ENERGIA
ÍNDIGO. Espero que
tenham despendido algum tempo em tranqüilidade
concentrando-se nessa região e
sondando em suas percepções pessoais como
isto os afeta; como vocês têm
utilizado os dons do Sexto Chackra e que
deturpações precisam liberar ou
reprogramar. Muitos de vocês desejam os dons
da clarividência e da
clariaudiência, mas têm memórias profundamente
assentadas de épocas em que
utilizaram mal esses dons – ou, de serem punidos
ou perseguidos quando
utilizaram os seus dons para ajudar os demais. Essas
são as memórias ou energias
impactadas que queremos ajudá-los a curar e a
transmutar.É importante que tenham
um relacionamento profundo com cada
chackra e se familiarizem com a ressonância
vibracional que vocês estão
irradiando para o seu campo áurico. O TERCEIRO OLHO
é o acesso para a
clarividência ou VISÃO INTERNA – ou, colocando de outra
maneira, o seu Eu
Superior, mediante a sua intuição, que utiliza a Glândula
Pituitária para
enviar pulsações ou Pacotes de Luz de informações para vocês, ou
para
ajudá-los a conectar-se com a criatividade ou a sabedoria armazenada dentro
da sua estrutura cerebral. À medida que se tornam observadores dos seus
processos de pensamento com a ajuda da sua mente Superconsciente, vocês se
tornam mais conscientes dos seus padrões habituais de pensamento e de como
eles
deturpam ou elevam a sua realidade. É mais fácil agir em um estado de
ligeira
meditação, com o Espírito assentado sobre os seus ombros, como um
observador,
dando orientação e clareza. Vocês estão se tornando mais
susceptíveis às
sensações do que é “certo ou errado”. Sonhos lúcidos
tornam-se a regra e o seu
“input” criativo é ampliado à medida que vocês
começam a conectar-se com o
grande reservatório da realidade de dimensão
superior sob a orientação e direção
do seu Eu Divino, seus guias e
professores. À medida que vocês subjugam as
emoções egóicas e aprendem a
confiar em sua intuição e nos toques do Espírito,
os milagres acontecem mais
frequentemente e tornam-se uma parte natural da sua
realidade. A mente
humana está despertando como parte do processo de
ressurreição/mutação e
vocês estão chegando à percepção de que possuem as
ferramentas e as
habilidades para criar qualquer realidade que desejarem. Está
na hora de
conectar-se com a fonte da ALEGRIA, que é o seu estado natural de
SER.
Saibam que estão em um intenso processo de transmutação, no qual vocês
estão
entrando em níveis e padrões de freqüência de dimensões superiores a um
ritmo continuamente acelerado e que há muito pouco tempo entre as
iniciações.Agora direcionaremos nossa atenção para o CHACKRA DA COROA * O
SÉTIMO
RAIO * e a ENERGIA VIOLETA *. À medida que integram o Sétimo Passo do
Caminho,
vocês percorrem rapidamente o caminho da ascensão. O seu ego está
agora atuando
sob a direção do eu álmico e da sua alma – o eu está
gradativamente sendo
incorporado ao Eu Superior. A mente subconsciente está
se tornando consciente e
a mente consciente está sendo inundada com a
sabedoria da mente Superconsciente.
A energia está agora centralizada na
Glândula Pineal e à medida que o chackra da
coroa se abre e as distorções
são removidas, vocês começam o processo de
reconstruir a ponte de Luz do
arco-íris para a Presença EU SOU. A energia
Crística ou os padrões de
freqüências superiores de Luz reativarão as glândulas
pineal, pituitária e o
hipotálamo que, por sua vez, impregnam e afetam cada
glândula, órgão e
célula em seu corpo – ( isto se chama construir o Corpo de
Luz). É também
uma descensão do Espírito ou a permissão de que os aspectos
superiores do
seu ser mais vasto assumam o domínio do seu veículo físico mais
uma vez (que
é um componente muito importante do processo de ascensão). O
processo de
rendição ao Espírito torna-se natural e vocês sabem, sem dúvida, que
existe
um plano divino em funcionamento em sua vida. Luz, som e cor adquirem um
significado totalmente novo para vocês enquanto começam a ressoar com a
“Linguagem da Criação”. O processo de integrar os sete chackras do corpo
físico
com os chackras e raios galácticos superiores está bem a caminho. À
medida que
vocês liberam os padrões desequilibrados de pensamento dos seus
sete chackras,
eles começam a girar cada vez mais rápido - em perfeita
harmonia - e os raios
superiores vertem por sua coluna vertebral revertendo
o seu sistema de vórtice
energético em uma coluna de Luz flamejante e
iridescente . A Luz que impregna o
seu campo áurico começa a irradiar cada
vez mais em direção ao mundo, abençoando
e influenciando de maneira positiva
tudo em que toca. Usem uma pedra ametista,
vistam-se de violeta, ou
envolvam-se nessa cor – ela possui propriedades
maravilhosas e mágicas,
porque é a cor da Chama Violeta da Transmutação e
Transformação.Estamos lhes
oferecendo as dádivas da iluminação, da sabedoria e
da inspiração, e vocês
estão construindo uma ponte entre a terceira, a quarta e
a quinta dimensões
por integrar e ancorar as novas idéias e padrões de
freqüência através da
purificação, transformação e inspiração. Sim, vocês estão
em uma grandiosa
encruzilhada, meus guerreiros corajosos, percorrendo o caminho
em espiral da
ILUMINAÇÃO e deixando para trás a rigidez da terceira dimensão.
Permitam que
tudo aquilo que não lhes serve mais seja abandonado e dissolvido na
abençoada chama da transmutação – deixem para trás os fardos que carregaram
por
tanto tempo e caminhem para o futuro brilhante e dourado que é a sua
recompensa
e o seu destino. Nós os tratamos com carinho e os amamos de
maneira
imensurável.EU SOU Arcanjo Miguel

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Ponto de Força



O PONTO DE FORÇA





O Ponto de Força é o meio mais natural de sintonizar vibratóriamente,
energéticamente e magnéticamente os Orixás, afinal sabemos que a maneira mais
fácil de chegarmos àquilo que chamamos de imaterial, que representa o Divino, é
por meio do material ou físico.
Nesses locais as energias e os magnetismos
são mais puros e facilitam o contato com outro lado da vida. São como grandes
chacras, vórtices captadores e emanadores de energias, com uma potencialização
super elevada e Divina.
Portanto, o umbandista tem o privilégio de ter à
disposição, 24 horas por dias, sete dias da semana e 365 dias por ano, os
chamados Pontos de Força ou Santuários Naturais, os quais cultuamos, evocamos e
entramos em contato mediúnico, energético e vibratório com os Guias e Orixás de
forma única e Divina.
A Beira-Mar é um ponto de forças natural e é tido como
o altar aberto a todos pela nossa Mãe Yemanjá.As Cachoeiras são pontos de forças
e santuários naturais de nossa Mãe Oxum;As Matas são pontos de forças e
santuários naturais do nosso Pai Oxossi;As Pedreiras são pontos de forças e
santuários naturais de nosso Pai Xangô e de nossas Mães Yansã e Egunitá;Os
Cemitérios são pontos de forças e santuários naturais dos nossos Pais Omulu e
Obaluayê;O Campo Aberto é o santuário natural das divindades regidas pelo tempo,
entre as quais nosso Pai Oxalá e nossa Mãe Oyá;Os Caminhos são os pontos de
forças do nosso Pai Ogum;Os Lagos são os pontos de forças e santuários naturais
de nossa Mãe Nanã Buruquê.As Matas e Bosques à Beira dos Lagos e Rios são os
pontos de forças e os santuários naturais de nossa Mãe Obá;Os Jardins, a
Beira-Mar e as Cachoeiras são os pontos de forças dos erês ou encantados da
natureza;As Encruzilhadas são os pontos de forças dos Exus e Pombas Giras dentro
da Lei da Umbanda. A Encruzilhada representa um sinal um tanto quanto
cabalístico. É a entrada e saída de tudo. Quatro cantos, um apontando para cada
ponto cardeal. O centro é a convergência, o núcleo de energia acumulada naquele
local, e é um dos Pontos de Forças regido por Ogum. Orixá da Lei que rege os
Senhores Exus, e os caminhos da encruza. Representa a ascensão e a queda, o bem
e o mal, o livre arbítrio do homem em decidir seu caminho.
O culto aos
Orixás, sempre que possível, deve ser realizado nos Pontos de Forças ou
Santuários Naturais, porque nesses locais a energia ambiente é mais afim com a
deles, e os magnetismos ali existentes dilui condensações energéticas existentes
no nosso campo vibratório.
Condensações essas que vamos acumulando em nosso
espírito que são prejudiciais ao corpo etérico ou energético, muitas vezes nem
nos damos conta disso, e nos tornamos pesados, apáticos,
desinteressados.Lembramos que, há uma troca permanente entre o corpo carnal e
espiritual e se um estiver debilitado automaticamente se reflete no outro corpo
adoecendo-o e debilitando-o.
O banho de ervas, por exemplo, limpa o espírito
por intermédio do corpo carnal.Já quando os Guias Espirituais recomendam banhos
de cachoeira, é porque o magnetismo e a energia ali existentes desagregam
energias negativas enfermiças acumuladas no espírito e já internalizadas nos
órgãos etéricos do espírito.
Quando recomendam banhos de mar, é porque a
energia salina ali existente cura enfermidades existentes no espírito das
pessoas. Também, a água do mar queima larvas astrais resistentes a outros tipos
de banhos (ervas, sementes, raízes etc…).
Os santuários naturais não são uma
invenção humana, mas sim todos somos beneficiados pelas energias e pelo
magnetismo existentes neles. E, se recomendamos a realização periódica de cultos
religiosos neles, é porque nesses momentos as energias e o magnetismo
específicos deles ficam saturados com os das divindades ali evocadas, e somos
beneficiados de forma sensível, pois os absorvemos junto com as energias geradas
naturalmente nesses locais altamente magnéticos.
Portanto, se um banho de
mar, de cachoeira ou de ervas é bom, se evocarmos a Divindade associada a estes
locais, ou aos seus elementos, então ele será ótimo. Divino mesmo!
Saibam
que:- Um culto realizado ao redor de uma fogueira queima miasmas ou larvas
astrais e energiza positivamente o espírito das pessoas alcançadas por suas
ondas quentes.- Um culto realizado à beira da água (cachoeira, rio, lagoa ou
mar) limpa e sutiliza o corpo energético das pessoas e as magnetiza
positivamente. A cachoeira e o mar são geradores de energias, já as ondas do mar
descarregam energias. A energia de um rio é irradiante e da pedreira é geradora,
já uma pedra irradia as energias geradas pela pedreira. Tudo muito complementar
e Divino.- Um culto realizado nas matas fecha aberturas na aura, sutiliza o
magnetismo mental e purifica os órgãos etéricos do corpo energético (espírito)
das pessoas, expandindo seu campo áurico, salientado que a árvore é geradora de
energias.- Um culto realizado no tempo, em campo aberto, dilata os sete campos
magnéticos das pessoas e as tornam muito “leves”.- Um culto realizado na terra
arenosa densifica o magnetismo mental e concentra as energias das pessoas,
fortalecendo-as vibratoriamente.Percebam que cada local tem sua Divindade, que
tanto deve ser oferendada e adorada como deve incorporar os espíritos associados
a ela, pois, são membros de suas hierarquias espirituais, todos voltados para
nós e imbuídos dos melhores sentimentos para conosco, os seus irmãos encarnados.
Oferendar é um dever religioso, é demonstração de amor, respeito e fé.
Portanto, toda oferenda tem que ser realizada com sobriedade, respeito e
reverência, fé e religiosidade (sem ofender a natureza), senão não passará de um
ato profano e profanador do santuário natural.Posturas inconseqüentes,
pensamentos dispersivos, conversas profanas, desleixos e falta de sobriedade,
não são aceitos como procedimentos religiosos, e quem assim se mostrar a eles
está mostrando-se indigno do amor que emanam por nós, seus filhos
amados.ATENÇÃO- A riqueza de uma oferenda não está na qualidade de elementos,
mas sim na intensidade que vibramos nosso amor, respeito e fé pelas Divindades.-
Ao sujar a natureza e esses Sagrados Pontos de Forças, estamos contaminando,
obstruindo um chacra energético super potente, e assim sendo, esse chacra
começará a emanar energias densas e deletérias.- A maioria das oferendas,
principalmente as oferendas com sentido religioso e consagratória, os elementos
materiais ofertadso como velas, flores, bebidas, etc., podem e devem ser
retirados do local após a louvação à Divindade. Assim, a natureza será
preservada e a sociedade respeitará mais a Umbanda.
A oferenda Religiosa é
aquela em que o fiel oferenda um Orixá somente no sentido de reverência por
amor, fé, devoção, respeito. Mesmo pedindo proteção não ativa os poderes
magísticos dos Orixás e Guias.
A oferenda Consagratótia é aquela realizada
para obter a imantação permanente dos poderes Divinos em determinados objetos
que serão a representação da energia do Orixá. Ou seja, uma pedra, só se
transformará em um “Otá de Xangô”, por exemplo, se a pedra for imantada no Ponto
de Força especifico do Orixá – nas pedreiras, e isso acontece através de uma
oferenda consagratória.
Essa imantação e energia estarão à nossa disposição
o tempo todo, onde poderemos direcioná-las para nossas necessidades – é a
concessão de poderes dados pelos Guias e Orixás. No entanto, implica em deveres
a serem cumpridos religiosamente, pois não basta somente colocá-los no altar e
usar quando precisar. Esses objetos deverão ser alimentados, respeitados,
cuidados, iluminados, isolados dos curiosos, deverão ser respeitados e
entendidos como algo Sagrado.
- Antes de arriar qualquer tipo de oferenda
aos Orixás e Guias Espirituais, deve-se oferendar a “Esquerda”.
Exu é o Sr.
dos Caminhos, grande Mensageiro, o que tudo permite, portanto nada mais
inteligente e respeitoso oferenda-lo primeiro. E mais, Exu é quem abre e fechas
as portas, é quem ativa e desativa carmas, é Ele que faz que sejam cumpridas as
ordens supremas de Ogum determinadas por Xangô. Além disso, Exu é o Guardião do
Ponto de Força em que você vai arriar sua oferenda, então nada mais justo
oferenda-lo primeiro pedindo permissão para entrar e sair.
Portanto, o
umbandista que conhece e reconhece a verdadeira Força Exu, sabe que Eles estão
sempre em primeiro lugar, que sem Eles nada se faz e nada acontece, compreende
bem o que estou dizendo “oferendar Exu em primeiro lugar é sinal de respeito e
de reconhecimento de forças”.
No entanto é bom frisar que não se oferenda um
exu pessoal e sim o Guardião daquele Ponto de Força e seus falangeiros, por
exemplo, se a oferenda é nas matas, antes oferenda-se “o Sr. Guardião das Matas
e as Falanges dos Exus das Matas”. A mesma atenção e respeito deve-se ter com as
Sras. Pombogiras.
- Outro cuidado importante, é que antes de sair de casa
para fazer a oferenda, deve-se tomar um bom banho de defesa e já deixar pronto
para a hora que chegar, um outro banho de energização ou fixação na força do
Orixá que se oferendou. Além de fazer as firmezas básicas e naturais de um
umbandista como por exemplo, a vela do anjo de guarda acesa, triângulo de velas
firmadas solicitando a proteção Sagrada, etc.Sei que esse assunto é muito vasto,
mas espero ter clareado um pouco a mente dos umbandistas e levado a importância
do conhecimento dentro da religião de Umbanda.Afinal, UMBANDA TEM FUNDAMENTO.
MAS É PRECISO SABER PREPARAR.
Mãe Mônica CaraccioBase de estudo: “O Código
de Umbanda” de Rubens Saraceni - Ed. Cristali
“O SABER” A BASE DE TUDO-
Porque a espiritualidade não resolve os problemas por inteiro de seus médiuns? -
O que é um Orixá? - O que é um EXU de Lei? O que é um Guardião? - Quais são as
necessidades de trabalhar incorporado e fazer a caridade? - Por que as pessoas
que têm o dom mediúnico e negam-se a praticar a caridade costumam ter suas vidas
negativadas? - Como agem e como tratar os Obsessores, Eguns, Quiumbas e
Sofredores? Porque os Guias fumam e/ou bebem? - Porque é necessário oferendar?
Como oferendar? Como entrar e sair de um ponto de Força? - Como não passar mal
antes, durante e depois de uma gira? - Afinal, Umbanda é religião?São tantas as
perguntas, que quando, infelizmente, não encontramos as respostas a Umbanda se
torna algo repetitivo e sem sentido, torna-se um ato de manifestação mediúnica
simplesmente, e ainda pior, torna-se uma ameaça aos seus praticantes sem nenhum
sentido religioso e doutrinário. Torna-se uma ação emocional e não racional, e a
Umbanda necessita de força racional e de conhecimento, sustentada pelo amor
incondicional e pela responsabilidade dos atos mediúnicos.Desculpem as palavras,
mas acredito de aquela frase “meu Guia sabe tudo” é reflexo de oportunismo e a
Umbanda realmente não necessita de mais oportunistas e sim de pessoas boas,
corajosas, sinceras e conscientes de suas missões.A Umbanda é uma religião que
traz os mais puros sentimentos de liberdade, de paz e de segurança, basta
conhecê-la.A Umbanda não é escravidão, como também não quer mais médiuns
‘robos’.SAIBAM: Estudar não substitui a prática, mas ajuda a entendê-la. Ajuda a
enfrentarmos nossos medos, quebrando preconceitos e dogmas. Estudar nos torna
donos de nós mesmos, com capacidade de discernir o que é certo ou errado, ou o
que é melhor ou pior para nós mesmos. Estudar nos faz enxergar como é grandiosa
a Força do Plano Astral, que está à nossa disposição, e muitas vezes por não
conhecê-la, deixamos de nos beneficiar deste Poder.





Eleve
os pensamentos, sentimentos e aspirações ao Grande Arquiteto
doUniverso.
Manifeste boa vontade e amor por todos os seres.
Usando a
concentração, visualize uma tocha acesa em sua cabeça.
A base da tocha está
fixada em sua glândula pineal (epífise)* e sua abertura acesa está bem no centro
do chacra coronário (chacra da coroa, lótus das 1000 pétalas).
O fogo é azul
turquesa. Esse fogo é alto, mas suave.Permaneça assim por cerca de um minuto.
Visualize que o fogo torna-sevioleta. Fique assim por um minuto. Se a cor do
fogo mudar sozinha,sem o concurso direto de sua vontade, pode deixar, pois o
chacracoronário pode convertê-la em uma cor mais apropriada a seu caso
nomomento. Se desejar firmar melhor sua concentração, pense em um mantra de real
significado para você e que expresse algo bom.
Sugestão:“EU SOU!” (em
sânscrito: “SO HAM”, significa uma auto-afirmação de quea divindade mora em seu
coração); ou simplesmente o “OM”; ou a palavra “LUZ” ou “AMOR”.
O mantra
deve ser repetido mentalmente com firmeza no centro do chacra frontal.
A
seguir, visualize uma bola de luz dourada no centro interno de seu peito. É como
um sol de ouro aceso no centro da caixa peitoral. Procure manter a concentração
(firme, porém pacífica) nos dois pontos ao mesmo tempo. A tocha acesa no alto da
cabeça e a bola dourada acesa no peito. Fique assim por cerca de uns três
minutos.
Pense em coisas boas.
Sinta que você é luz.
Agradeça ao
Supremo Amor as chances de crescimento. Tenha confiança espiritual e lembre-se
dos amparadores extrafísicos.
Essa prática dissolve bloqueios energéticos,
aumenta o poder de concentração e preenche a pessoa de lucidez e
aspirações positivas. Lembre-se de uma coisa: aqui ou em qualquer lugar, seu ego
(o meu também e o de todo mundo) não vale nada. Por isso, faça alguma
coisa e combata a inércia de sua consciência.
Paz e luz!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Conhecendo os Mantras



Mantra



Recitação e mantras originaram-se no hinduísmo e são técnicas fundamentais praticadas até os dias de hoje. Muito do chamado Mantra Yoga, é realizado através de “Japa” (recitação de fórmulas, usando-se ou não o ‘rosário hindu’ = ‘japa mala’). Diz-se que os mantras, através de seus significados, sons e harmonia melódica, auxíliam o sadhaka (o praticante) na obtenção de concentração durante a meditação. Eles também são utilizados como uma expressão de amor à deidade, uma outra faceta do Bhakti Yoga, necessária para a compreensão de Murti.
Frequentemente, também, os mantras são utilizados para se obter coragem em momentos dificeis e auxílio, ou para ‘invocar’ a força espiritual interior. Segundo a tradição, as ultimas palavras de Mahatma Gandhi enquanto morria foram um mantra ao Senhor Rama: “Hey Ram!” - uma invocação a Deus, e acredita-se que assim ele pôde transpor com tranquilidade e definitivamente os “véus de Maya” (mundo físico ilusório) para encontrar seu “Bem Amado Cósmico”; Deus.
Provavelmente o mais representativo de todos os mantras hindus é o famoso “Gayatri Mantra”:
“Aum! bhurbhuvasvah yam bhargo devasya dhimahi dhiyo yo naha pracodayat” que significa, literalmente:
“Om! Terra, Universo, Galáxias (invocação aos três mundos). “Que nós alcancemos a excelente glória de Savitr (Deus).Que ele estimule os nossos pensamentos/meditações.
O mantra Gayatri é considerado o mais universal de todos os mantras hindus, e invoca o universal Brahman como um princípio de conhecimento e iluminação do Sol primordial, mas somente em seu aspecto feminino. Muitos hindus, até os dias de hoje, seguindo uma tradição que permanece viva por pelo menos 5.000 anos, o recitam enquanto realizam abluções matinais às margens de um rio sagrado (especialmente o Ganges). Conhecido como um mantra sagrado, é reverenciado como a forma mais condensada do Conhecimento Divino (Veda). É governado pelo principio, Ma (Mãe) Gayatri, também conhecido como Veda Mata (ou ‘Mãe dos Vedas’) e está intimamente associado à deusa do aprendizado e da iluminação, Saraswati.O maior objetivo da religião Védica é alcançar “Moksha”, a Liberação, através da constante dedicação a “Satya” (’Verdade’) e uma eventual realização de “Atman” (’Alma Universal’). Não importa se atingido através de meditação ou puro Amor, este objetivo universal seria alcançado por todos. Deve ser observado que o hinduísmo é uma fé prática, que deve ser incorporada em cada aspecto da vida. Acredita igualmente no temporal e no infinito, e somente encoraja perspectivas destes principios. Os grandes “rishis” (homens santos) são também denominados como “samsaric” (aquele que vive no Samsara, o plano temporal ou terrestre). Os que conquistam um honesto e amável meio de “vidadharmic” é um “jivanmukta” (’alma vivente liberta’).
As verdades fundamentais do Hinduísmo são melhores compreendidas nos “Upanishadic Dictum”, “Tat Twam Asi” (’Thou Art That’), na última aspiração; como segue:
“Aum Asato ma sad gamaya, tamaso ma jyotir gamaya, mrityor ma aamritaam gamaya” = “Om, conduza-me da ignorância para a verdade, das trevas para a luz, da morte para a imortalidade.”
Escrituras Sagradas do HinduísmoMuito da morfologia e filosofia lingüística inerente ao aprendizado do sânscrito está associada ao estudo dos Vedas e outros relevantes textos hindus, que apresentam diversos níveis de leitura: físico, material, sutil e supranatural. Engloba também vários níveis de interpretação e compreensão. As escrituras hindus são divididas em duas categorias:
1 - “Shruti” - aquela que se escuta - oral - “Revelação”.2 - “Smriti” - aquela que se recorda - escrita - “Tradição” ou “Não Revelação”.
VedasConstituem os textos mais antigos do hinduísmo e também influenciaram o budismo, o jainismo e o sikhismo. Os Vedas contêm hinos, encantamentos e rituais da Índia antiga. Mesmo tendo origem mais recente (o mais antigo, o Rig Veda, data de 1.300 - 1.000 aC), eles figuram, juntamente com o Livro dos Mortos (já abordado aqui), o Enuma Elish (idem), o I Ching e o Avesta, entre os mais antigos textos religiosos existentes. Além de seu valor espiritual, oferecem uma visão única da vida cotidiana na Índia antiga. Apesar de a maioria dos hindus provavelmente nunca ter lido os Vedas, a reverência por essa noção abstrata de conhecimento (Veda significa conhecimento) está profundamente impregnada no coração daqueles que seguem Veda Dharma.
Existem quatro Vedas:
Rig Veda (’Sabedoria dos Versos’),
Sama Veda (’Sabedoria dos Cânticos’),
Yajur Veda(’Sabedoria dos Sacrifícios’) e
Atharva Veda (’Sabedoria dos Sacerdotes Atharvan’).
Palavras de Hridayananda Dasa Goswami “Acharyadeva”, líder da “Sociedade Internacional para Consciência de Krishna” (ISKCON):
“Os eruditos mundanos nunca conseguiram achar um começo, ou princípio, para os Vedas. Porque o conhecimento védico existe sempre, inclusive em outros planetas. Não é algo que pertença a uma seita, algum país, alguma região ou a algum estágio histórico. Nos mesmos Vedas está dito que o Senhor Supremo os produziu de Sua própria Respiração. Os Vedas são então Conhecimento eterno e perfeito. (…) Os Vedas existem por milhões de anos e foram divididos porque as pessoas, agora, são de menor inteligência. Por isso, é necessário explicar tudo com mais detalhes. No Veda original havia instruções como ‘faça sacrifício para Deus, medite em Deus, conheça a Verdade Absoluta’, mas hoje em dia, essa instrução é insuficiente. Por isso o Veda foi dividido, junto com outras literaturas complementares, quando foram adicionados também muitos detalhes e explicações.”
Talvez um dia este espaço volte ao assunto Vedas. Renderia sem dúvida uma série de postagens bem interessantes.
UpanishadsOs Upanishads são denominados Vedanta porque eles contêm uma exposição da essência espiritual dos Vedas. A palavra “Vedanta” significa “Fim dos Vedas”. Entretanto, é importante observar que Upanishads são textos e Vedanta é filosofia. A palavra Upanishads significa “sentar próximo ou perto” pois as explicações eram passadas aos estudantes enquanto estes assentavam-se próximos aos mestres ou gurus.
Os Upanishads, mais precisamente, organizaram a doutrina védica de auto-realização, Yoga e meditação, karma e reencarnação - assuntos que não eram abordados diretamente no simbolismo da antiga religião de Mistérios. Os mais antigos Upanishads são geralmente associados a um Veda em particular, através da exposição de um “Brahmana” (mestre) ou “Aranyaka” (’filósofos da floresta’), enquanto os mais recentes não. Formando o coração do Vedanta, eles contêm a excessiva aerodinâmica de adoração aos deuses védicos e capturam a essência do “Rig Vedic Dictum” (’A Verdade é Uma’). Eles colocam a filosofia hindu como separada mas acolhendo uma única e transcendente Força, imanente e inata na alma de cada ser humano, identificando o micro e macrocosmo como Um. Podemos dizer que enquanto o hinduísmo primitivo é fundamentado nos quatro Vedas, o Hinduísmo Clássico, Yoga, Vedanta, Tantra e correntes do Bhakti foram modelados com base nos Upanishads.
Puranas - SmritiOs Puranas são considerados “Smriti” - “ensinamentos não escritos”, passados oralmente de uma geração a outra. Eles são distintos dos Srutis ou ensinamentos escritos tradicionais. Existem um total de 18 maiores Puranas, todos escritos em forma de versos. É dito que estes textos foram escritos antes do Ramayana e do Mahabharata.
Acredita-se que o mais antigo Purana provém de 300 aC e os mais recentes de 1.300 - 1.400 dC. Apesar de terem sido compostos em diferente períodos, todos os Puranas parecem ter sido revisados. Isso pode ser notado no fato de que todos eles comentam que o número de Puranas e 18. Os Puranas variam muito: o Skanda Purana é o mais longo com 81.000 versos(!), enquanto o Brahma Purana e o Vamana Purana são os mais curtos com 10.000 versos cada. O número total de versos em todos os 18 Puranas é 400.000! Saiba um pouco mais clicando aqui.
As Leis de ManuManu é o legendário primeiro homem, o Adão dos hindus, uma espécie de semideus. As leis de Manu são uma coleção de textos atribuídos a ele. Manu se encarrega de nos trazer as Leis que são instruções de como um ser-humano deve agir (hu + manu = aquele que segue as Leis). Ele é considerado o pai da humanidade. A humanidade anterior degenerou-se, então Brahma ordenou que fossem aniquilados todos os que estavam sobre o mundo, porque somente se interessavam pelas coisas mundanas, como intoxicação, sexo ilicito, e toda maldade. Quando Manu foi banhar-se no rio, ele recebeu as instruções de um peixe, que nada mais era do que o Senhor Supremo disfarçado (’Matsya-avatara’), dizendo para que Manu construísse um imenso barco e levasse para dentro dele um casal de cada animal, os sete sábios, e que tomasse conta dos Vedas, uma vez que iria fazer cair um dilúvio por sobre todos, e sobrariam apenas Manu e aqueles que ficassem na arca. Choveu durante 40 dias e 40 noites, e o mundo foi inteiramente coberto pelas águas da devastação.
Conhece a história de algum lugar? Os historiadores também! Aí está um fato realmente intrigante, a história bíblica do Dilúvio presente em outras mitologias antigas - também os escritos babilônicos aludem a esse acontecimento, e isso leva uma parte considerável dos especialistas a crer que realmente tenha havido um dilúvio na antiguidade.
Por fim, Manu soltou a todos os animais numa região chamada Tharim, que fica no norte da Índia, numa imensa área montanhosa, e ali restabeleceu a humanidade, através de uma série oblações, conhecidas como Ararati. A região ficou conhecida como “Região das Oferendas e Oblações” (’Ararati’). E foi das oblações de manteiga a leite surgiu a primeira mulher, que deu a luz aos filhos que constituíram a atual humanidade.
As chamadas “leis de Manu”, são códigos de conduta conhecidos como “Manava-Dharma-Sastra”, “Escritos Sobre a Justiça para a Humanidade”. São versos escritos em sânscrito, na métrica antiga, contendo um compêndio das leis e costumes que eram seguidos e orientados pelo rei e pelos Brahmanas, os sacerdotes. Este código foi escrito tendo em vista dar uma orientação para que a humanidade não se perdesse novamente. O pedido para construir as leis partiu dos “Sete Sábios” e três importantes discípulos - uma vez que as leis haviam se perdido e somente Manu poderia trazê-las de volta. Manu aprendeu as leis da conduta diretamente do Senhor Brahmaa, então se encarregou de ensinar os sábios como Bhrigu, que pessoalmente aprendeu a métrica e do conteúdo das leis de Manu.
As leis de Manu consistem em 2.684 versos, dispostos em 12 capítulos. No primeiro capítulo é relatado a criação do mundo; do segundo ao sexto capítulos destina-se a correta maneira de agir das três castas superiores, bem como se dá o processo de iniciação na religião brahmínica, contendo os principais “Samskaras”, ou “Cerimônias da Fé”. “Varna” (’castas’), e “Ashrama” (’posição espiritual’), são descritos e comentados de modo a esclarecer a sua importância para que não haja degeneração social nem espiritual do homem. Ali está definida também a vida de estudante (’brahmacharya’), o tempo de vida que uma pessoa leva como asceta celibatário sob a orientação do guru ou mestre espiritual e estudando os Vedas e as escrituras sob a orientação de um brahmana. Fala-se ainda das obrigação de um chefe de família (’grihasta’) - no qual ingressa depois de cerca de 12 anos de estudo. Nessa fase aprende como escolher uma esposa, como deve ser a vida de casado, como deve ser a manutenção da família, a correta distribuição da riqueza, bem como a responsabilidade de manter o fogo-sagrado, realizar os sacrifícios aos semideuses e antepassados, realizar os jejuns, e comemorar as festas santas, exercício da hospitalidade, etc. Também estão incluídas as restrições e regulações que dizem respeito aos alimentos, vestimentas, relações conjugais, cerimônias de limpeza. Depois, há a fase de afastamento da vida familiar, cerca de 24 anos de casado, onde o casal se retira da vida familiar, até que adote a ordem de Sannyasi, ou de sacerdote renunciado e itinerante.
O sétimo capitulo diz respeito a responsabilidade e as obrigações do rei, e da sua condição divina, onde o rei deverá saber distribuir corretamente o elevado ideal da sua condição. O oitavo capítulo trata do procedimento civil e criminal das leis, a maneira de julgar e punir, de acordo com o tipo de assunto ou crime. O nono capítulo trata das leis que incluem o divórcio, herança, os direito de propriedade, e a devida ocupação legal segundo cada casta (as quatro fundamentais). O capítulo onze ocupa-se com os tipos de penalidades para alguém livrar-se das más consequencias do Karma. Por fim, o último capítulo trata da questão da doutrina do Karma, a questão dos renascimentos numa escala ascendente ou descendente, de acordo com o mérito ou demérito da vida presente.
Há a descrição de 14 manus por manvantaras, sendo os seguintes os nomes dos Manus: (1) Yajna, (2) Vibhu, (3) Satyasena, (4) Hari, (5) Vaikuntha, (6) Ajita, (7) Vamana, (8) Sarvabhauma, (9) Rsabha, (10) Visvaksena, (11) Dharmasetu, (12) Sudhama, (13) Yogesvara and (14) Brhadbhanu. Informações mais aprofundadas sobre os Manusaqui.
Mantra e a limpeza da AuraOs mantras (ou sons) que descrevo a seguir, servirão para libertar todos os vínculos kármicos do seu corpo e da aura. Este exercício pode ser feito todos os dias, pela manhã ou à noite, antes de deitar-se. Faça-o durante vinte e um dias, procurando, durante esse tempo, incluir pelo menos uma fruta em suas refeições.
Antes de começar o exercício, tome uma ducha ou um rápido banho de chuveiro. Sente-se sobre uma almofada ou um tapete, dobre os pés, que deverão estar encostados em seu bumbum. Feche os olhos. Coloque a ponta da língua no céu da boca, encolha o abdômen, aperte o queixo contra o peito e respire fundo pelo nariz, mantendo-se assim por alguns segundos.
Coloque a mão esquerda sobre o coração, e a mão direita, aberta, em frente ao primeiro chackra (órgão sexual), conservando-a afastada dali alguns centímetros. Conservando essa posição, faça o mantra “OM LAM” por três vezes. Depois faça o mantra (uma vez) “OM VAM” com a mão direita a quatro dedos abaixo do umbigo, “OM RAM” em cima do umbigo, “OM YAM” no meio do peito, “OM HAM” na garganta, “OM” sobre os intercílios e “OM” novamente, com a mão direita sobre a moleira.
Durante todo o exercício, a mão esquerda deve ser conservada sobre o coração. Faça as entoações mântricas, que vibrarão nos sete chackras principais, expandindo sua aura, fazendo com que os resíduos kármicos se dissolvam.
A seqüência será, portanto:
OM LAMOM VANOM RAMOM YAMOM HAMOMOM
Para sua informação, os tântricos fazem estes mantras cento e oito vezes por dia, o que não significa que você também deva fazê-los com tanta freqüência. Para os ocidentais essa quantidade não é aconselhável. Procure fazer durante 21 dias. Assim, os mantras servirão como um escudo invisível que o protegerá espiritualmente.
Fontes e bibliografia:http://artedartes.blogspot.com/2007/10/hindusmo-sanatana-dharma-3.htmlSociedade Internacional Gita (Gita Ashrama);Arquivo Profº J Sarinho;“Hare Krsnas Spiritual Practice” (site ‘Sampradava Sun Site’);Site Yoga.Pro.Br.

SAUDAÇÕES AOS ORIXÁS E ENTIDADESDezembro 8, 2008 — CMaduro
Oxalá - Epa epa Babá! (yorubá) Epa epa(exclamação de surpresa, grande admiração pela honrosa presença); Babá (pai)
Omulu/Obaluaie - Atoto! (yorubá) Atoto (Silêncio) - Silêncio! Ele está entre nós!
Oxóssi - Okê arô! (yorubá) Okê (monte); arô (título honroso dado aos caçadores) - Salve o grande Caçador!
Oxum - Ora iê iê ô ! (yorubá) Salve a Senhora da bondade!
Ogum - Patakori Ogun! (yorubá) ou ainda, Ogunhê! (brado que representa o força de Ogun) pàtàki (principal); ori (cabeça) - Muita honra em ter o mais importante dignitário do Ser Supremo em minha cabeça!
Yemanjá - Odô-fe-iaba! (yorubá) ou ainda, Odô iá! Odô (rio); fe (amada); iyàagba (senhora) - Amada Senhora do Rio (das águas) !
Xangô - Kawô Kabiecile! (yorubá) Ká (permita-nos); wô (olhar para); Ka biyê si (Sua Alteza Real); le (complemento de cumprimento a um chefe) - Permita-nos olhar para Vossa Alteza Real!
Iansã - Eparrê Oiá! (yorubá) Eparrê (saudação a um dos raios do Orixá da decisão); Oyá (nome por que é conhecida Iansã) - Saudação aos majestosos ventos de Oyá!
Ibêji - Oni Beijada! (yorubá) ou ainda, Beji, Beijada! Ele é dois!
Nanã - Saluba Nanã! (yorubá) Salve a Senhora Mãe de todas as Mães
Ossaim - Euê-ô! Euê-ô! Euê-ô! (yorubá) Ewe (folhas); O (sufixo para cumprimentos (salve) - “Salve as folhas!” ,ou melhor “Salve o Senhor das folhas!”
Preto Velho - Adorei as Almas!
Caboclo - Okê, Caboclo! “Salve o Grande Caboclo”
Boiadeiro - Xetro marrumbaxetro! Xetruá! Significação desconhecida. Figuração onomatopéica.
Exú - Laroyê exú! (yorubá) ou ainda, Exú é mojubá! “Saudação amiga à Exú” ; móju (viver à noite) bá (armar emboscada) - “Exú gosta de viver a noite, sempre capaz de armar emboscadas”.
Crianças - Oni, beijada! “Ele é dois!” , saudação igual a dos orixás Ibeji.
Ciganos - Arriba!
Malandros - Salve a Malandragem ! ou ainda, Acosta! Malandro!
A.D.

Eternamente Alquimista - Ministro Osíris

Minha foto
Lages, SC, Brazil
Uma pessoa que gosta de estudar muito e pesquisar a respeito do comportamento da máquina humana, bem como classifica-las dentro de uma visão da física quântica!